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Das promessas aos fracassos, para gozo dos mercados

Ter, 15/04/2014 - 15:03

A União Bancária e o super banco - Marisa Matias 2014/04/15

A tarefa de “por a finança em ordem não só está por concluir, como ainda nem sequer começou”, seis anos após a explosão da crise e depois de investido 26% do PIB europeu “para salvar a banca”, afirmou a eurodeputada Marisa Matias durante o debate sobre a união bancária realizado no plenário do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

O projecto de união bancária é precisamente “o maior exemplo desse processo falhado”, sendo que além disso transformou o Banco Central Europeu (BCE) “na instituição não democrática mais poderosa do mundo”, acrescentou a eleita do Bloco de Esquerda integrada na Esquerda Unitária (GUE/NGL).

Quando a crise começou, recordou Marisa Matias, “renegou-se a desregulação dos mercados  prometeram-se medidas draconianas” nesta matéria. No entanto, seis anos passados e olhando para o projecto de união bancária verifica-se que “se falhou na criação de um sistema regulatório que discipline o sistema financeiro” e pretende instituir-se “um superbanco central com funções de política monetária, supervisão bancária, além de todas as tarefas que exerce e estão fora do seu mandato”.

A “única boa notícia”, disse a eurodeputada, é a criação de um fundo europeu de resolução bancária, mas só daqui a oito anos e em oito anos muita coisa muda. Por isso, sublinhou Marisa Matias perante o plenário parlamentar, “começa a ser insuportável a forma como todas as reformas que podem tornar a Zona Euro e a União Europeia projectos viáveis são sistematicamente proteladas enquanto os interesses dos mercados financeiros continuam à frente dos interesses das populações”.

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