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Contribuintes vão ter de continuar a salvar a banca privada

Qui, 10/04/2014 - 18:30

Alternativas à dívida e à austeridade - Marisa Matias 2014/04/10

A eurodeputada Marisa Matias considera que o acordo sobre o fundo de resolução bancária estabelecido entre a direita e os socialistas europeus obriga os contribuintes a pagar as falências dos bancos pelo menos “por mais uma década”.

O acordo entre as duas maiores famílias políticas do Parlamento Europeu para fechar a união bancária será votado na sessão plenária da próxima semana em Estrasburgo. Esse entendimento, explicou a eleita do Bloco de Esquerda integrada no grupo da Esquerda Unitária (GUE/NGL), faz com que o fundo de resolução bancária “fique adiado por mais uma década”, obrigando a que se mantenha a situação actual de serem os cidadãos contribuintes a terem de resgatar os bancos privados quando estes declararem dificuldades. “Em Portugal conhecemos muito bem a história”, recordou Marisa Matias, “porque nacionalizámos todos os prejuízos, fizemo-lo com o BPN, com o BPP, com o Banif e durante mais oito anos serão os fundos nacionais a responder às dificuldades da banca”.

As declarações de Marisa Matias foram proferidas à margem da Conferência sobre Alternativas Económicas à austeridade realizada quinta-feira em Bruxelas.

A eurodeputada afirmou que apesar do fim do programa de intervenção estar marcado para 17 de Maio a troika irá continuar em Portugal por muitos anos. “Podem os senhores da troika agarrar nas malas e ir para o aeroporto da Portela, mas o imposto continua por pagar. Nós continuamos com a troika depois da troika, esta dívida é impagável e ela vai ter de ser reestruturada, quanto mais cedo melhor, porque quanto mais tarde for maior será a devastação social”, disse Marisa Matias.

 

 

 

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