Parlamento Europeu homenageou Miguel Portas

Seg, 27/05/2013 - 22:19

O plenário do Parlamento Europeu prestou homenagem a Miguel Portas na sessão da tarde de quarta-feira, em Bruxelas. "Era um homem fiel às suas palavras", definiu Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, durante a evocação feita em plenário.

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Na primeira vez que se reuniu depois da morte de Miguel Portas o plenário do Parlamento Europeu prestou uma homenagem ao eurodeputado. A câmara guardou um minuto de silêncio durante a mini sessão plenária a decorrer em Bruxelas e o presidente do Parlamento, o alemão Martin Schulz, fez uma evocação da presença do eurodeputado do Bloco de Esquerda ao longo de mais oito anos de trabalho parlamentar. Miguel Portas foi o primeiro eurodeputado eleito do Bloco de Esquerda e já fora alvo de uma homenagem pelos seus colegas da Comissão de Orçamentos.

"Era um homem que expressava sempre as suas ideias, que nunca se escondia sob pretextos, que sempre defendia com sinceridade os seus pontos de vista", declarou o alemão Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, durante um intervenção de cerca de três minutos. "In Memoriam, Miguel Portas", foi a frase exposta no painel electrónico da sala das sessões durante a homenagem.

Schulz recordou a "paixão" de Miguel Portas pelo jornalismo, pela militância de esquerda. Lembrou que apenas com 15 anos foi preso por lutar enquanto estudante contra a ditadura de Salazar e também a sua participação na queda da ditadura. "Para mim era um europeu convicto, sempre lutou pela justiça e pela democracia", acrescentou.

Embora "nem sempre partilhando das mesmas convicções", sublinhou o presidente do Parlamento Europeu, "a verdade é que o comportamento de Miguel foi sempre muito humano, muito construtivo". Schulz evocou o humor de Miguel Portas, a capacidade "de rir até de si próprio".

"Todos nos lembraremos do seu riso", disse.

Às palavras do presidente do Parlamento Europeu seguiu-se um minuto de silêncio guardado por todos os eurodeputados. "Um momento que não foi protocolar, foi convicto", sublinhou depois o presidente do Parlamento Europeu.