Bruxelas não se entende sobre os testes às centrais nucleares

Sáb, 21/05/2011 - 00:00

 

A Comissão Europeia afirma que não existe qualquer acordo sobre os testes de resistência às centrais nucleares da UE depois o grupo de peritos responsável o ter anunciado.

 

O comunicado da Comissão negando a existência desse acordo sobre o tipo de “testes de resistência” ou de “stress” a realizar às 143 centrais nucleares em funcionamento no espaço da União foi emitido três dias depois de ter sido apresentado um documento considerado final sobre o assunto.

 

O documento elaborado pelo Grupo das Autoridades Nacionais de Regulação (Enreg) estabelece os cenários que devem guiar os testes de acordo com os pareceres da Associação dos Responsáveis da Segurança Nuclear da Europa Ocidental. Estes cenários prevêem situações de tremor de terra, inundações, “consequências de quaisquer outros acontecimentos”, rupturas de alimentação eléctrica, erros de gestão de crises. Têm ainda em conta, segundo o documento, os controlos dos índices de emissões radioactivas e também as condições de arrefecimento dos núcleos das centrais eventualmente acidentadas.

Nos termos do documento as inspecções poderiam começar em 1 de Junho e os relatórios finais seriam apresentados à Cimeira Europeia de 9 de Dezembro.

As iniciativas associadas à realização dos testes de resistência decorrem da situação de catástrofe provocada pela central nuclear de Fukushima, no Japão.

A Comissão negou que este seja um documento acabado e o comissário da Energia, Gunther Oettinger, anunciou que as negociações continuam. Apoiado apenas pela Alemanha e a Áustria, o comissário defende a integração de cenários de atentados terroristas, queda de avião e ataques informáticos nos testes de resistência.

O grupo da Enreg considera que não têm competência para se pronunciar sobre o cenário de terrorismo e sugere que para o efeito seja criado um grupo específico de membros da Enreg e com a participação da Comissão Europeia.