Cultura na agenda

Discutir a Ocupação do Espaço em tempo de eleições

 

 

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Em Portugal, por estes dias, vive-se já em pré-campanha para as eleições autárquicas. O seu carácter local desafiam os candidatos ao exercício simultâneo de por um lado querer inscrever o seu município num discurso de disputa nacional, e por outro ver-se forçado a discutir aquilo que de específico por ventura diz respeito ao seu lugar. 

É este segundo ponto, o lugar específico, quase que geograficamente contido, que estes dois projectos por uma lado desafiam e por outro reafirmam. 

Casa do Vapor é simultânemante um projecto social e um projecto de arquitectura. A cozinha comunitário, construída nas dunas, tem licença para existir até finais de Outubro, mas a Casa do Vapor que se construiu a partir dela permanecerá. Mais do que apresentar  um projecto de ocupação espacial, o que talvez interesse aqui reter é o carácter “comunitário” desta intervenção.

O outro, R-Urban, criado nos arredores de Paris em Colombes, surge como projecto dou atelier de arquitectura, Atelier d’Architecture Autogérée, mas cuja execução pressupõe deste o início a colaboração e empenho de várias entidades locais, da Marie a produtores. 

Estes dois exemplos, servem também para pensarmos em formas de ocupar o espaço, de politicamente o pensarmos enquanto comunitário, seja essa ocupação efémera ou permanente (enquanto durar).